Ele
é reconhecido pelos adeptos como um mestre iluminado que compartilhou suas
ideias para ajudar os seres sencientes a alcançar o fim do sofrimento (ou
Dukkha), alcançando o Nirvana (páli: Nibbana) e escapando do que é visto como
um ciclo de sofrimento do renascimento.
Os
ensinamentos de Buda Shakyamuni chegaram ao Tibete pela primeira vez no século
V Foi somente a partir do século VII, no entanto, quando o Rei Trisong Deutsen
convidou da Índia o monge e erudito Shantarakshita e o Mestre Guru Padmasambava
para construírem o Monastério de Samye, que o budismo firmemente se estabeleceu
no país das neves.
Durante a primeira fase de propagação do Darma no Tibete,
surgiu a escola mais antiga do Budismo Tibetano, conhecida como Nyingma,
palavra tibetana que significa “antigo”.
As quatro escolas; posteriormente,
após um período em que um dos reis tentou dizimar o budismo do país, houve um
novo fluxo de mestres indianos e novas traduções de textos sagrados.
Com isso
formaram-se novas linhagens de práticas.
Quatro escolas principais foram
estabelecidas e são conhecidas até hoje: Nyingma, Kagyu, Sakya, Gelupa.
Através
dos séculos, os ensinamentos de Buda Shakyamuni foram transmitidos de professor
a aluno por meio das diferentes linhagens de práticas existentes nas quatro
escolas principais.
A pureza dos métodos se manteve porque os detentores dessas
linhagens alcançaram realização e maestria das instruções recebidas.

Mesmo
o budismo sendo uma prática muito popular na Ásia, os dois ramos são
encontrados em todo o mundo.
Várias fontes colocam o número de budistas no
mundo entre 230 milhões e 500 milhões, tornando-o a quinta maior religião do
mundo.
As
escolas budistas variam sobre a natureza exata do caminho da libertação, a
importância e canonicidade de vários ensinamentos e, especialmente, suas práticas.
Entretanto, as bases das tradições e práticas são as Três Joias: O Buda (como
seu mestre), o Dharma (ensinamentos baseados nas leis do universo) e a Sangha
(a comunidade budista).
Encontrar refúgio espiritual nas Três Joias ou Três
Tesouros é, em geral, o que distingue um budista de um não-budista.
Outras
práticas podem incluir a renúncia convencional de vida secular para se tornar
um monge (sânsc.; pāli: Bhikkhu) ou monja.
Gautama com os seus 5 seguidores, ensinou e fundou a ordem Monástica.
De
acordo com a narrativa convencional, o Buda nasceu em Lumbini (hoje, patrimônio
mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a
Cultura) por volta do ano 536 a. C. e cresceu em Capilvasto: ambos, atuais
localidades nepalesas.
Logo após o nascimento de Siddhartha, um
astrólogo visitou o pai do jovem príncipe, Suddhodana, e profetizou que
Siddhartha iria se tornar um grande rei e que renunciaria ao mundo material
para se tornar um homem santo, se ele, por ventura, visse a vida fora das
paredes do palácio.
O
rei Suddhodana estava determinado a ver o seu filho se tornar um rei,
impedindo, assim, que ele saísse do palácio.
Mas, aos 29 anos, apesar dos
esforços de seu pai, Siddhartha se aventurou por além do palácio diversas
vezes.
Em uma série de encontros (em locais conhecidos pela cultura budista
como "quatro pontos"), ele soube do sofrimento das pessoas
comuns, encontrando um homem velho, um outro doente, um cadáver e, finalmente,
um ascético sadhu, aparentemente contente e em paz com o mundo.
Essas
experiências levaram Gautama, eventualmente, a abandonar a vida material e ir
em busca de uma vida espiritual.
Siddhartha
Gautama fez uma primeira tentativa, experimentando a ascese e quase morreu de
fome ao longo do processo.
Mas, depois de aceitar leite e arroz de uma menina
da vila, ele mudou sua abordagem.
Concluiu que as práticas ascéticas extremas,
como o jejum prolongado, respiração sem pressa e a exposição à dor trouxeram
poucos benefícios, espiritualmente falando.
Deduziu, então, que as práticas
eram prejudiciais aos praticantes.
Ele abandonou o ascetismo,
concentrando-se na meditação anapanasati, através da qual descobriu o que hoje
os budistas chamam de "caminho do meio": um caminho que não passa
pela luxúria e pelos prazeres sensuais, mas que também não passa pelas práticas
de mortificação do corpo.
Quando
tinha 35 anos de idade, Siddhartha sentou-se embaixo de uma figueira-dos-pagodes
(Ficus religiosa) hoje conhecida como árvore de Bodhi, localizada
em Bodh Gaya, na Índia e prometeu não sair dali até conseguir atingir a
iluminação espiritual.

A
lenda diz que Siddhartha conheceu a dúvida sobre o sucesso de seus objetivos ao
ser confrontado por um demônio chamado Mara, que simboliza o mundo das
aparências e muitas vezes é representado por uma cobra naja.
Ainda segundo a
lenda, Mara teria oferecido o nirvana à Sidarta, contudo ele teria percebido que
isso o levaria a se distanciar do mundo e o impediria de transmitir seus
ensinamentos adiante.
Assim, por volta dos quarenta anos, Sidarta se
transformou no Buda, o Iluminado, atraindo um grupo de seguidores e instituiu
uma ordem monástica.
A partir de então, passaria seus dias ensinando o darma,
viajando por toda a parte nordeste do subcontinente indiano.
Ele sempre
enfatizou que não era um deus e que a capacidade de se tornar um buda pertencia
ao ser humano.
Faleceu aos oitenta anos de idade, em 483 a. C., em Kushinagar,
na Índia.
Os
estudiosos se contradizem em relação às afirmações sobre a história e os fatos
da vida de Buda.
A maioria aceita que ele viveu, ensinou e fundou uma ordem
monástica, mas não aceita de forma consistente os detalhes de sua biografia.
Segundo o escritor Michael Carrithers, em seu livro O Buda, o esboço de uma
vida tem que ser verdadeiro: o nascimento, a maturidade, a renúncia, a busca, o
despertar e a libertação, o ensino e a morte.
Ao
escrever uma biografia sobre Buda, Karen Armstrong disse: "É obviamente
difícil, portanto, escrever uma biografia de Buda, atendendo aos critérios
modernos, porque temos muito pouca informação que pode ser considerada
'histórica'... mas podemos estar razoavelmente confiantes, pois Siddhartta
Gautama realmente existiu e os seus discípulos preservam a sua memória, sua
vida e seus ensinamentos”.
Conceitos Budistas:
Leiam um pouco sobre seus conceitos e aproveitem a leitura, vocês iram se impressionar que é tão simples para sermos felizes e possuímos a paz de espírito.
Boa sorte e sucesso , com carinho Aldry Suzuki
Carma: a lei de causa e efeito
Carma
(do sânscrito कर्म, transl.
karmam, e em pali, kamma, "ação").
No budismo é a força de samsara
sobre alguém. Boas ações (páli: kusala), e/ou ações ruins (páli: akisala) geram
"sementes" na mente, que virão a aflorar nesta vida ou em um
renascimento subsequente.
Com o objetivo de cultivar as ações positivas, o sila
é um conceito importante do budismo, geralmente, traduzido como
"virtude", "boa conduta", "moral" e
"preceito".
No
budismo, o carma se refere especificamente a essas ações (do corpo, fala e
mente) que brotam da intenção mental (páli:cetana) e que geram consequências
(frutos) e/ou resultados (vipaka).
Cada vez que uma pessoa age, há alguma
qualidade de intenção em sua mente e essa intenção muitas vezes não é
demonstrada pelo seu exterior, mas está em seu interior e este determinará os
efeitos dela decorrentes.


No
budismo Teravada, não pode haver salvação divina ou perdão de um carma, uma vez
que é um processo puramente impessoal que faz parte do Universo.
Outras
escolas, como a Maaiana, porém, têm opiniões diferentes.
Por exemplo, os textos
dos sutras (como o Sutra do Lótus, Sutra de Angulimala e Sutra do Nirvana)
afirmam que, recitando ou simplesmente ouvindo seus textos, as pessoas podem
expurgar grandes carmas negativos.
Da mesma forma, outras escolas, Vajrayana
por exemplo, incentivam a prática dos mantras como meio de cortar um carma
negativo.
(Seria através do Reiki- Prof Dr Master Reikiana Aldry Suzuki )



Renascimento
se refere a um processo pelo qual os seres passam por uma sucessão de vidas
como uma das muitas formas possíveis de senciência.
Entretanto, o budismo,
natural da Índia, rejeita conceitos de "autoestima" permanente ou
"mente imutável", eterna, como é chamada no cristianismo e até mesmo
no hinduísmo, pois, no budismo, existe a doutrina do anatta, sobre a
inexistência de um "eu" permanente e imutável.
De
acordo com o budismo, o renascimento em existências subsequentes deve antes ser
entendido como uma continuação dinâmica, um constante processo de mudança -
"originação dependente" (sânscrito: pratītya-samutpāda) - determinado
pelas leis de causa e efeito (carma), em vez da noção de um ser encarnado ou
transmigrado de uma existência para outra.
Cada
renascimento ocorre dentro de um dos seis reinos, de acordo com os nossos
reinos de desejos, podendo variar de acordo com as escolas:
1.Seres
dos infernos: aqueles que vivem em um dos muitos infernos;
2.preta: o reino de seres que padecem de
necessidades sem alívio, sofrimento, remorsos, fome, sede, nudez, miséria,
sintomas de doenças, entre outros;
3.animais: um espaço de divisão com os
humanos, mas considerado como outra vida;
4.deva: comparado ao paraíso;
5.semideuses: variavelmente traduzido como
"divindades humildes", demônios, titãs e antideuses; não é
reconhecido pelas escolas Teravada e Maaiana;
6.seres humanos: um dos reinos de
renascimento, em que é possível atingir o nirvana.
O
renascimento em alguns dos céus mais altos, conhecido como o mundo de
Śuddhāvāsa (moradas puras), pode ser alcançado apenas por pessoas com enorme
realização espiritual, conhecidos como não-regressistas (sânscrito: anāgāmis).
Já o renascimento no reino sem forma (sânscrito: arupa-dhatu) pode ser
alcançando apenas por aqueles que podem meditar sobre o arupajhanas, o maior
objeto de meditação.
De
acordo com o budismo praticado no leste asiático e o budismo tibetano, há um
estado intermediário (o bardo) entre uma vida e a próxima.
A posição Teravada
ortodoxa rejeita esse conceito, no entanto existem passagens no Samyutta Nikaya
do Cânone Páli (coleção de textos em que a tradição Teravada é baseada) que
parecem dar apoio à ideia de que o Buda ensinou que existe um estado
intermediário entre esta vida e a próxima.
Samsara
é o ciclo das existências nas quais reinam o sofrimento e a frustração
engendrados pela ignorância e pelos conflitos emocionais que dela resultam.
O
samsara compreende os três mundos superiores (deva, semideuses e seres humanos)
e os três inferiores (seres dos infernos, preta e animais), julgados não por um
valor, mas em função da intensidade de sofrimento.
Os
budistas acreditam, em sua maioria, no samsara.
Este, por sua vez, é regido
pelas leis do carma: a boa conduta produzirá bom carma e a má alma produzirá
carma maléfico.
Assim como os hindus, os budistas interpretam o samsara
não-esclarecido como um estado de sofrimento.
Só nos libertaremos do samsara se
atingirmos o estado total de aceitação, visto que nós sofremos por desejar
coisas passageiras, e alcançarmos o nirvana ou a salvação.
Sofrimento: causas e soluções
As
Quatro Nobres Verdades
De
acordo com o Cânone Páli, As Quatro Nobres Verdades foram os primeiros
ensinamentos deixados pelo Buda depois de atingir o nirvana.
Algumas vezes,
são consideradas como a essência dos ensinamentos do Buda e são apresentadas na
forma de um diagnóstico médico:
1.a
vida como a conhecemos é finalmente levada ao sofrimento e/ou mal-estar
(dukkha), de uma forma ou outra;
2.o
sofrimento é causado pelo desejo (trishna).
Isso é, muitas vezes, expressado como
um engano agarrado a um certo sentimento de existência, a individualidade, ou
para coisas ou fenômenos que consideramos causadores da felicidade e
infelicidade.
O desejo também tem seu aspecto negativo;
3.o
sofrimento acaba quando termina o desejo.
Isso é conseguido através da
eliminação da ilusão (maya), assim alcançamos um estado de libertação do
iluminado (bodhi);
4.esse estado é conquistado através dos
caminhos ensinados pelo Buda.
Esse
método é descrito por alguns acadêmicos ocidentais e ensinado como uma
introdução ao budismo por alguns professores contemporâneos do Maaiana, como
por exemplo o Dalai Lama.
De
acordo com outras interpretações de mestres budistas e eruditos, e recentemente
reconhecidas por alguns estudiosos ocidentais não-budistas, as
"verdades" não representam meras declarações e/ou indicações,
entretanto estas podem ser agrupadas em dois grupos :
1.o
sofrimento e as causas do sofrimento;
2.a
cessação do sofrimento e os caminhos para a libertação.
Assim,
a Enciclopédia Macmillan de Budismo simplifica As Quatro Nobres Verdades, deixando-as da seguinte maneira:
1."A Verdade Nobre Que Está Sofrendo";
2."A Verdade Nobre Que É O Surgimento do Sofrimento";
3."A Verdade Nobre Que É O Fim do Sofrimento";
4."A Verdade Nobre Que Produz o Caminho para o Fim do Sofrimento".
A
compreensão tradicional do Teravada sobre As Quatro Nobres Verdades é que estas
são um ensino avançado para aqueles que estão "prontos".
A posição
Maaiana é que eles são ensinamentos prejudiciais para as pessoas que ainda não
estão prontas para ensinar.
No Extremo Oriente, os ensinamentos são pouco
conhecidos.
Dharmachakra - representando pelo o Nobre Caminho Óctuplo
O Nobre Caminho Óctuplo - A Quarta Nobre Verdade do Buda - é o caminho para a o
fim do sofrimento (dukkha).
Tem oito seções, cada uma começando com a palavra
samyak (que em sânscrito significa "corretamente" e
"devidamente"), e são apresentadas em três grupos:
prajna: é a sabedoria que purifica a mente,
permitindo-lhe atingir uma visão espiritual da natureza de todas as coisas.
Engloba:
1.dṛṣṭi
(ditthi): ver a realidade como ela é, não apenas como parece ser;
2.saṃkalpa
(sankappa): a intenção de renúncia, de liberdade e inocuidade.
sila: é a ética ou moral, a abstenção de atos
nocivos.
Engloba:
3.vāc vāc (vāca): falando de uma maneira
verdadeira e não-ofensiva;
4.karman (kammanta): agir de uma maneira
não-prejudicial;
5.ājīvana (ājīva): o meio de vida deve seguir
os preceitos citados anteriormente.
samadhi: é a disciplina mental necessária para
desenvolver o domínio sobre a própria mente. Isso é feito através de práticas,
engloba:
6.vyāyāma vyāyāma (vāyāma): fazer um esforço
para melhorar;
7.smṛti
(sati): ver as coisas como elas estão com a consciência clara da realidade
presente dentro de si mesmo, sem desejo ou aversão;
8.samādhi (samādhi): meditar ou concentrar-se
de maneira correta.
A prática
do Caminho Óctuplo é compreendida de duas maneiras: desenvolvimento simultâneo
dos oito itens paralelamente, ou como uma série progressiva pela qual o
praticante se move, ao conquistar um estágio.
Contudo, os quatro nikāyas
principais e o Caminho Óctuplo, geralmente, não são ensinados para leigos e são
pouco conhecidos no Extremo Oriente.
Um
importante princípio orientador da prática budista é o Caminho do Meio, que se
diz ter sido descoberto pelo Buda, antes de sua iluminação.
O Caminho do Meio
tem várias definições:
1.a
prática de não-extremismo: um caminho de moderação e distância entre a
autoindulgência e a morte;
2.o
meio-termo entre determinadas visões metafísicas;
3.uma
explicação do nirvana (perfeita iluminação), um estado no qual fica claro que
todas as dualidades aparentes no mundo são ilusórias;
4.outros termos para o sunyata, a última
natureza de todos os fenômenos (na escola Maaiana).
A
forma como as coisas são
Debate
entre monges do Sera Monastery, no Tibet.
Estudiosos
budistas têm produzido uma quantidade notável de teorias intelectuais,
filosóficas e conceitos de visão do mundo (por exemplo: filosofia budista,
abhidharma e a realidade no budismo.
Algumas escolas do budismo desencorajam
estudos doutrinários, algumas os consideram como essenciais, pelo menos para
algumas pessoas em algumas fases do budismo.
Nos
primeiros ensinamentos budistas, de certa forma, compartilhado por todas as
escolas existentes, o conceito de libertação (nirvana) está intimamente ligado
com a correta compreensão de como a mente lida com o estresse.
Ao termos
conhecimento sobre o apego, um sentimento de desapego é gerado e se é liberado
do sofrimento (dukkha) e do ciclo de renascimento (samsara).
Para esse efeito,
o Buda recomendou ver as coisas através das três marcas da existência.
" Impermanência,
sofrimento e não-eu "
Três Marcas da Existência
Anicca
é uma das três marcas da existência.
O termo exprime o conceito budista de que
todas as coisas são compostas ou fenômenos condicionados, sendo estes,
inconstantes, instáveis e impermanentes.
Tudo o que podemos experimentar
através dos nossos sentidos é composto de peças e sua existência depende de
condições externas.
Tudo está em fluxo constante e, assim, as condições e
coisas em si estão mudando constantemente.
As coisas estão vindo constantemente
a ser e deixar de ser.
Como nada dura, não há nenhuma natureza inerente ou
fixada em qualquer objeto ou experiência.
Segundo
a doutrina da impermanência, a vida humana incorpora esse fluxo no processo de
envelhecimento, no ciclo de renascimento e em qualquer existência de perda.
A
doutrina afirma ainda que, pelo fato de as coisas serem impermanentes, o apego
a elas é inútil e leva ao sofrimento (dukkha).
Dukkha
ou sofrimento (pāli दुक्ख;
sanskrit दुःख duḥkha) é um
dos conceitos centrais do budismo.
A palavra pode ser traduzida de diversas
maneiras, incluindo sofrimento, dor, insatisfação, tristeza, angústia,
ansiedade, desconforto, estresse, infelicidade e frustração, por exemplo.
Apesar disso, dukkha é traduzido, muitas vezes, como "sofrimento", o
seu significado filosófico é mais semelhante a "inquietação", como na
condição de ser perturbado.
Devido a isso, algumas literaturas preferem não
traduzir o verbete, como é o caso do inglês, com o objetivo de englobar em uma
palavra todos os significados.
Anatta,
ou anatman, refere-se à noção da inexistência de um "eu".
Após uma
análise cuidadosa, verifica-se que nenhum fenômeno é realmente "eu"
ou "meu", estes conceitos são, na realidade, construídos pela mente.
O nikayas, no anatta, não é entendido como uma afirmação metafísica, mas como
uma aproximação para ganhar sofrimento.
O Buda rejeitou ambos os conceitos,
afirmando que eles nos ligam ao sofrimento.
A
doutrina do pratītyasamutpāda é uma parte importante da metafísica budista.
Ela
afirma que os fenômenos surgem juntos em uma teia interdependente de causa e
efeito.
É variavelmente traduzida como "orientação dependente",
"gênese condicionada", "co-dependente decorrentes" ou
"emergência".
O
conceito mais conhecido e aplicado do pratītyasamutpāda é o regime dos Doze
Nidānas (do páli: nidāna, que significa "provocar",
"fundação", "fonte" e "origem"), que explicam a
continuação do ciclo de sofrimento e renascimento em detalhe.
Os Doze Nidānas descreve
uma relação entre as características subsequentes, cada uma dando origem ao
nível seguinte:
1.Avidyā: ignorância (especificamente espiritual);
4.Nāmarūpa: nome e forma (refere-se à mente e
ao corpo);
5.Ṣaḍāyatana:
suas bases do sentidos (olhos, nariz, ouvidos, língua, corpo e mente);
6.Sparśa: contato (traduzido, também, como
"impressão" ou "estimulo" por um objeto);
7.Vedanā: sensação, traduzida como algo
"desagradável", "agradável" ou neutro;
8.Tṛṣṇā:
sede, mas, no budismo, refere-se ao desejo;
9.Upādāna:
apego ou apreensão;
10.Bhava: ser (existência) ou se tornar (no
Teravada possui dois significados: o carma, que produz uma nova existência, e a
existência em si);
11.Jāti: nascimento (entendido como ponto de
partida);
12.Jarāmaraṇa: velhice e morte, também
traduzida, através do śokaparidevaduḥkhadaurmanasyopāyāsa, como tristeza,
lamentação, dor e miséria.
O
budismo Maaiana foi fundado baseado nas teorias de Nagarjuna, provavelmente o
estudioso mais influente dentro das tradições da escola budista.
A principal
contribuição do filósofo budista foi a exposição sistemática do conceito de
sunyata, ou "vazio", comprovada amplamente nos sutras, como
Prajnaparamita, importantíssimos na época.
O
conceito de "vazio" reúne as outras principais doutrinas budistas,
particularmente a anatta e a pratītyasamutpāda (orientação dependente), para
refutar a metafísica da Sarvastivada e Sautrāntika (não extintas da escola
Maaiana).
Para Nagarjuna, não são apenas os seres sencientes que estão vazios
de atman; todos os fenômenos (dharmas) são, sem qualquer svabhava (literalmente
"própria natureza" ou "autonatureza") e, portanto, sem
qualquer essência fundamental, pois eles são vazios de ser independentes,
assim, as teorias heterodoxas de Svabhava, circuladas na época, foram
desmentidas com base nas demais doutrinas budistas.
Os
pensamentos de Nagarjuna são conhecidos como Madhyamaka.
Alguns dos escritos
atribuídos a Nagarjuna fazem referências explícitas aos textos de Maaiana, mas
sua filosofia foi argumentada dentro dos "parênteses" estabelecidos
pela ágama.
Ele pode ter chegado à sua posição a partir de um desejo de
alcançar uma exegese coerente da doutrina do Buda, tal como o Canon.
Aos olhos
de Naharjuna, o Buda não era apenas um precursor, mas o próprio fundador do
sistema Madhyamaka.
Os
ensinamentos sarvastivada, que foram criticados por Nagarjuna, foram reescritos
por estudiosos como Vasubandhu e Asanga e foram, posteriormente, adaptados para
a prática do Yoga (sânscrito: Yogacara).
Enquanto a escola Madhyamaka declarou
que afirmar a existência ou a inexistência de qualquer coisa, em última
análise, era inadequado, contudo, alguns expoentes da Yogacara afirmaram que a
mente, e só a mente, é real (doutrina conhecida como consciência).
Entretanto,
nem todos dentro do Yogacara consideram essa afirmação; Vasubandhu e Asanga, em
particular, são um exemplo.
Além
do vazio, a escola Maaiana, muitas vezes, dá ênfase nas noções de discernimento
espiritual pleno (prajnaparamita) e na natureza búdica (tathagatagarbha, que
significa "embrião budista").
De acordo com o sutras de
tathagatagarbha, o Buda revelou a realidade da imortal natureza budista, que se
diz ser inerente a todos os seres vivos e permite que todos eles,
eventualmente, atinjam a iluminação completa, ou seja, tornando-se Budas.
Especulações contra a existência direta na
epistemologia budista
A
distinção entre o budismo e outras escolas filosóficas indianas é uma questão
da justificação da epistemologia.
Apesar de todas as escolas de lógica indiana
reconhecerem vários conjuntos das justificativas válidas para o conhecimento
(pramana), o budismo, por sua vez, reconhece um conjunto menor do que os
outros.
Todos aceitam a percepção e a inferência, por exemplo, mas, algumas
escolas budistas não.
De
acordo com as escrituras, durante a sua vida, o Buda permaneceu em silêncio
quando questionado sobre as várias questões metafísicas.
São perguntas como: se
o universo é eterno ou não (ou se é finito ou infinito), se há unidade ou
separação do corpo e do atman, a inexistência completa de uma pessoa depois do
nirvana, entre outros.
Uma explicação para esse silêncio é que tais questões
atrapalham a atividade prática para o bodhi e trazem o perigo de substituir a
experiência de libertação através da compreensão conceitual da doutrina ou pela
fé religiosa.
Espero que tenham apreciado esta curiosidade sobre o Budismo.
Vou relatar aqui a história do Templo Inari, espero que gostem de toda essa cultura adorável que possui uma esplendorosa energia positiva brilhante e respeitada por todos do "País do sol Nascente". Meu muito obrigada, aos meus avós Takuzo Suzuki e Toshiko Suzuki por estar aqui e poder contemplar toda essa magnitude.
História do Templo Inari
Caminho que vai ao Jinja das raposas brancas!
O
templo foi fundado em 1441 por um sacerdote budista chamado Tōkai Gieki (Tokai
facilmente definido), Cujo antecessor distância, Kangan Giin estudou budismo
tântrico na Dinastia Song, na China.
Por seus ensinamentos, o principal
objeto de veneração, Juichimen Kannon foi identificado como um avatar do
Dakinishinten Toyokawa , que é retratado em japonês iconografia budista como
uma divindade feminina montando uma raposa branca.
no período de Shinbutsu
shugo, a linha entre o Budismo e Xintoísmo tornou-se turva, e as imagens de uma
deusa de uma raposa foram associados com Ukanomitama-no-Mikoto, a deusa da
agricultura, que usou a raposa branca como seu mensageiro.
O templo foi apadrinhado no período Sengoku
por Imagawa Yoshimoto, Oda Nobunaga, Hideyoshi Toyotomi e Ieyasu Tokugawa, e
por peregrinos das classes mercantis no período Edo até o período moderno.
Tokugawa e as raposas
Cultura
A maior parte do templo foi reconstruído no período Meiji ou
posterior.
Entanto, o Sanmon data de 1536 e é a mais antiga edifícios
existentes no complexo O salão principal foi reconstruído no período de Tempo
(1830-1843), e vários outros prédios também datam do período Edo.
Em termos de
bens culturais registrados, o templo tem uma estátua de madeira Kamakura
período de Jizo Bosatsu, que é uma importante propriedade cultural nacional.
os 12 deuses da prosperidade
Dizem que deve-se passar a mão na barriga desse deus da prosperidade que nunca falta-lhe dinheiro.. eu passei!! sucesso Poderosas, Glamurosas, Deusas, e Poderosos e Deuses.. tem o outro Deus "um fica ao lado do outro na entrada".
Eu alisei a barriga dos dois.. bjs com carinho Aldry Suzuki
Tōkai Cem Kannon
O
Inari Toyokawa combina com o Trinta e três Mino Kannon na Província de Gifu, a
Owari Trinta e três Kannon, no oeste da província de Aichi, e Mikawa Trinta e
três Kannon (三河 三十 三 音 観) no leste da Província de Aichi para formar uma rota de
peregrinação conhecido como o Tōkai Cem Kannon .
A energia deste local e surpreendente... para senti-la você precisa estar lá e respire fundo o ar é limpo, puro você retornará para casa renovada(o) cheia(o) de energias para iniciar o outro dia, com certeza.
Referências
Smyers, Karen Ann. A raposa ea jóia: significados
compartilhados e privados em japonês contemporâneo. University of Hawaii Press
(1998). ISBN 0-8248-2102 -5.
Enciclopédia wikipedia.
Fotos do fotógrafo: Kleber Sassaki
Modelo: Aldry Suzuki